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Levantamento setorial: indicadores confiáveis exigem documentos em dia

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020


Para saber como posicionar o seu negócio em qualquer área de atuação, é preciso constante monitoramento. Deve-se checar as principais tendências no ramo da empresa, antecipar as necessidades do cliente final, e verificar as condições de “temperatura e pressão” do setor como um todo.

Um episódio recente mostrou que ainda existem searas da economia que patinam ao tentar verificar suas forças e fraquezas. Uma entidade setorial divulgou que o desempenho do varejo nos shoppings cresceu 7,5% do Natal de 2018 para o de 2019 — enquanto outra afirmou que sete em cada dez lojistas declararam que o comércio natalino foi mais fraco do que no ano anterior.

Diante de tamanha inconsistência, em quem confiar?

Para este ano, é certo que tais organizações terão de ser mais transparentes com relação aos métodos adotados e aos dados coletados. Isso permitirá que se deduza, por exemplo, que talvez a maioria dos varejistas notou movimento mais fraco, mas a minoria que avançou conseguiu puxar para cima as vendas natalinas como um todo — algo possível, porém muito improvável.

Fazer um levantamento setorial requer uma metodologia clara e rigorosa. Quem quer que vá conferir os detalhes das estimativas de venda, por exemplo, tem de estar ciente do alcance e das limitações do estudo realizado com lojistas.

Documentos que comprovem a receita no período indicado são essenciais. Uma auditoria externa pode ser importante para checar informações e delimitar critérios — em outras palavras, pode atuar como o “fiel da balança” e, no fim das contas, chancelar o levantamento.

Para gerar indicadores confiáveis, documentos em dia são fundamentais. Só assim é possível seguir um método de pesquisa que possa se repetir anualmente, nas datas-chave para o setor em questão. Vale para o varejo, vale para todas áreas da economia.


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