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Os acervos e a economia criativa

quinta-feira, 21 de julho de 2016

“Economia criativa” é um termo que se tornou bastante popular a partir da década passada. De acordo com o Sebrae, é um conceito “criado para nomear modelos de negócio ou gestão que se originam em atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual de indivíduos com vistas à geração de trabalho e renda”.

Ainda segundo a instituição, essa “indústria” inclui cultura, moda, design, música, artesanato, desenvolvimento de softwares, jogos eletrônicos, aplicativos de celular, televisão, rádio, cinema, fotografia, e “os diferentes usos da internet”, em expansão.

Em organizações dessa natureza, o acervo ganha uma importância particular.
Por um lado, preservar e documentar os itens produzidos por tais empresas — vídeos, peças de roupa, games — é importante por uma questão institucional. Produtos culturais refletem o pensamento de uma época, e armazená-los é como ter uma máquina do tempo para o passado.

Por outro lado, os acervos são fonte direta de informação para inovar na própria economia criativa.

Não é incomum que grifes reciclem ideias de coleções antigas para colocarem algo “surpreendente” nas passarelas, revisitando o passado e trazendo inspirações de outros tempos para o presente.

Em empresas jornalísticas, o acervo é crucial para contextualizar o que acontece agora: ao comparar os dias de hoje com os de outrora, por exemplo, se expõem contradições, avanços e recuos da sociedade.

Conforme as diferentes áreas desse setor se solidificam e se unem, a economia criativa deve dar crescente atenção à organização e à preservação de seus produtos: eles contam suas histórias e, ao fazê-lo, contam as nossas histórias também. Para amadurecerem enquanto organizações, devem se voltar para seus acervos.


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