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Por que a Casa Branca quer coletar exames de sangue de pessoas com câncer?

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

 

É isso mesmo. A sede do poder executivo dos EUA anunciou nesta semana que vai começar a armazenar exames de sangue de pacientes de câncer por todo o território norte-americano.

 

Mais especificamente, serão coletadas as chamadas “biópsias líquidas”, realizadas por médicos estadunidenses para monitorar o estado da doença e a eficácia dos tratamentos, inclusive por meio do DNA.

 

A iniciativa da Casa Branca é uma parceria com ONGs e gigantes da biomedicina como Genentech, Guardant Health e a Foundation Medicine. Faz parte de um projeto batizado de “Precision Medicine”, orçado em 215 milhões de dólares (cerca de 690 milhões de reais).

 

A ideia, de acordo com a revista “Fast Company”, é montar um banco de dados de livre acesso, uma espécie de “atlas” detalhando geneticamente progressos e problemas no combate ao câncer.

 

Já tratamos aqui da importância de se compilarem e compartilharem informações na área da saúde pública. A novidade anunciada agora por Washington vem ao encontro dessa opinião, mostrando preocupação de um governo e interesse da iniciativa privada em colaborar para aprimorar tratamentos, métodos preventivos e as formas de detectar o câncer.

 

A despeito da disputa por patentes e inovação — comum em diversos ramos da economia —, o setor da saúde conta, inclusive no Brasil, com bancos de dados abertos cruciais para novas soluções, insights e estudos. Se isso é capaz de transformar para melhor a qualidade de vida de milhões de pessoas, imagine o que pode fazer por uma empresa e seus processos.

 


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