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A inteligência artificial pode ajudar uma empresa a organizar documentos?

quarta-feira, 12 de julho de 2017

 

Existem duas maneiras de responder a essa pergunta. A primeira é: sim, e muito. Esse recurso, entendido aqui como a capacidade de fazer máquinas (inclusive computadores) raciocinarem como seres humanos, tem sido cada vez mais aprimorado e usado em empresas dos mais diversos ramos.

 

A segunda resposta possível é um pouco mais longa e começa de modo simples: sim, mas…

 

… Mas isso não dispensa o esforço intelectual de seres humanos nesse tipo de trabalho, sobretudo em grandes organizações, que podem chegar a gerir centenas de milhares de documentos e lidar com imprevistos todos os dias.

 

Num caso divulgado recentemente, uma multinacional que recebia, todo ano, currículos de 10 mil candidatos a trainee só no Brasil passou a adotar inteligência artificial (I.A.) no recrutamento. Agora, quem se inscreve no processo seletivo deve realizar um teste. Os funcionários da companhia com melhor desempenho também fazem a prova. Em seguida, os computadores cruzam os resultados dos dois grupos para detectar quais dos inscritos têm os perfis com mais chances de crescerem na empresa.

 

Essa é uma maneira de otimizar não apenas a guarda dos CVs, mas também a gestão do conhecimento da organização. Ou seja, auxiliar tomadores de decisão — como, no exemplo citado, a pessoa responsável pelos recursos humanos — a administrar melhor suas tarefas e garantir resultados mais assertivos e produtivos para a empresa como um todo.

 

Ainda assim, se você reparar bem, foi preciso antes que alguém definisse uma estratégia para aplicar a inteligência artificial com sucesso.

 

A utilização da I.A. na organização de informações das companhias tem também se voltado para o reconhecimento automático de documentos por meio de sua forma e tipologia, classificando-os automaticamente. Para isso, os computadores são programados para seguir uma lógica de processo que define, por exemplo, o prazo de conservação e o local onde cada item será guardado.

 

E, se você pensa que essa lógica, esse raciocínio “ensinado” às máquinas, é planejado, vistoriado e (eventualmente) ajustado por uma pessoa altamente especializada em organização da informação, você acertou. O limite para a inteligência artificial ainda é a inteligência humana. Ao menos por enquanto…

 


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