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O limite para as empresas que querem saber sobre sua vida privada: você mesmo

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

 

As maiores empresas de telefonia móvel do Brasil têm tentado ingressar no mercado do chamado big data, fornecendo informações de massas de consumidores que possam ser utilizadas para tomadas de decisão de outras instituições. O obstáculo maior para isso, pelo menos até agora, é que nem todo mundo concorda em ceder dados particulares a partir de seus celulares e tablets.

 

Enquanto Oi e Vivo aguardam o aquecimento do mercado para mergulhar nele de cabeça, a Claro afirma já haver escalado um time multidisciplinar, com profissionais de áreas como tecnologia da informação (T.I.), marketing e inteligência de mercado.

 

Um dos exemplos mais recentes e impressionantes, porém, vem da TIM, que compila aproximadamente 4 bilhões de CDRs (call detail records) por dia, registrando chamadas e mensagens recebidas e enviadas, incluindo a que horas que elas foram realizadas, localização atualizada a cada dois minutos, entre outros dados.

 

Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a subsidiária brasileira da Telecom Italia Mobile forneceu informações sobre o deslocamento de pessoas pelo município para um centro de operações da prefeitura carioca — mas apenas os movimentos de massas, não de indivíduos, pois as companhias são proibidas por lei de usar dados que caracterizem os clientes individualmente.

 

Todas as quatro grandes empresas desse setor no Brasil anseiam por repassar grandes massas de dados para outras empresas no Brasil, no que pode vir a ser um dos principais filões a serem explorados nos próximos anos: o comércio de informação estratégica obtida via aparelhos móveis.

 

Partes das informações vêm de reportagem publicada pelo Valor Econômico.


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