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Ideias

A organização do conhecimento enquanto processo

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Considerada por alguns estudiosos da administração contemporânea uma das maneiras mais inteligentes de gerir um negócio (qualquer que seja o seu porte), a abordagem por processos privilegia uma visão do todo em detrimento do departamentalismo — que por sua vez é aquela velha divisão das empresas fragmentadas em vários setores especializados, herméticos e com pouca ou nenhuma comunicação entre si.

Em outras palavras: em vez de prender cada equipe a seu “quadrado”, esse modelo propõe mais cooperação e multidisciplinaridade, o que resulta, claro, num ambiente corporativo mais dinâmico e, para certos especialistas, mais produtivo também.

Sob essa ótica, o uso da informação numa firma passa por várias searas, recebe diversos tipos de colaboração e, por fim, precisa ser armazenada e ficar acessível quando precisarem dela novamente.

Trata-se do chamado fluxo de conhecimento, aquele saber elaborado e praticado na empresa no dia a dia, às vezes sem que sequer o notemos.

Ele abrange desde as técnicas utilizadas cotidianamente para solucionar problemas frequentes até as grandes decisões, de caráter estratégico.

As melhores empresas sabem que precisam cuidar do conhecimento criado dentro delas por pelo menos três motivos: garantir melhorias constantes, alcançar ou manter-se à frente da concorrência e tornar-se cada vez mais indispensável na vida do consumidor.

Nesse sentido, contar com profissionais dedicados à organização da informação é um imperativo, uma condição fundamental para que os próximos passos a serem dados se suportem solidamente na experiência, na trajetória do negócio. Essa equipe deve ser capaz de transitar por diferentes setores e registrar o que for relevante em cada um.

Com dados e informações devidamente guardados e facilmente recuperáveis, ou seja, com o passado às claras, o futuro é um caminho menos inseguro.


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