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Por que uma gigante das máquinas está investindo em informação?

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

 

Prestes a completar 125 anos de existência, a General Electric (GE) fez três anúncios consecutivos em novembro que dão o tom da estratégia da empresa para os próximos anos: otimizar a organização e o acesso a informações.

 

Como notou o jornal norte-americano The Wall Street Journal, o conglomerado — um dos maiores e mais longevos do planeta — primeiro comunicou, no dia 14, que adquiriu por, 915 milhões de dólares (cerca de 3 bilhões de reais), a ServiceMax, uma start-up voltada para o desenvolvimento de aplicativos para serviços, como gerenciamento de estoques, da qual a GE já era investidora.

 

Na data seguinte, a companhia divulgou que vai comprar a Wise.io, firma de aprendizado de máquina (“machine learning”) da Califórnia, e a Bit Stew Systems, dedicada à “ingestão” de dados em massa para aplicações industriais, sediada no Canadá.

 

O diretor digital da GE e líder da GE Digital (a unidade de softwares da holding), Bill Ruh, sustenta que essas aquisições estão ajudando o grupo a expandir a Predix, uma plataforma de software concebida para ajudar clientes industriais a coletarem dados que permitem uso mais eficiente de equipamentos. Ou, conforme avaliou o próprio WSJ, “como suas rivais, a GE quer mostrar aos clientes que pode extrair mais dados relevantes de máquinas pesadas — e ao mesmo tempo evitar paralisações inesperadas — usando o software da empresa para prever o desempenho dos equipamentos”.

 

As três compras recentes da companhia apontam para um futuro em que, mais do que tecnologia para criar tudo o que se pode imaginar, conforme sugere o próprio slogan da GE, informações úteis valerão tanto quanto boas engrenagens bem acopladas.

 


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