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Sua empresa de serviços faz parte do setor campeão de denúncias na Anvisa?

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Pode parecer surpreendente para alguns — ainda mais em um momento em que tanto se discute a qualidade da carne produzida no Brasil —, mas, quando se tratam de serviços, e não de produtos, mais da metade das denúncias registradas junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária dizem respeito a salões de beleza e clínicas de estética.

 

Juntos, esses segmentos concentram 52% das notificações recebidas e 80% das demandas avaliadas como de maior risco à saúde ao longo do ano de 2016, de acordo com um relatório divulgado no fim de março último.
As denúncias se concentram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Paraná e no Distrito Federal. Entre as ocorrências, estão lesões nos olhos e queimaduras diversas, vindas principalmente das atividades de cabeleireiro e das clínicas de estética.

 

Algumas das atividades que levam às reclamações são o uso do formol, a não esterilização dos materiais de trabalho e até a reutilização de cera de depilação.

 

Citando dados do Sebrae, segundo os quais o setor de estética e embelezamento conta com cerca de meio milhão de estabelecimentos no país, a Anvisa pondera em nota que o grande número de unidades oferecendo esses serviços “talvez explique a superioridade nas demandas”.

 

O relatório foi produzido com o objetivo de auxiliar na percepção dos problemas relacionados à saúde. Nele, estão consolidadas as denúncias que chegaram à agência reguladora em 2016, categorizadas em 14 tipos de serviços pré-definidos e monitorados: estética e embelezamento (incluindo salões de beleza, centros de estética, serviços de manicure e pedicure etc.); tatuagem; hotelaria; instituições de longa permanência para idosos (como asilos, casas de repouso etc.); comunidade terapêutica (atenção a dependentes químicos sem atendimento médico); academia de ginástica; creche; estabelecimento de ensino; necrotério; acupuntura; piscinas e saunas; SPAs; saúde prisional e sistema socioeducativo.

 

De modo geral, a indústria procura seguir parâmetros preestabelecidos para assuntos regulatórios, ainda que nem sempre empresas desse setor tenham êxito em monitorar, documentar e organizar informações sobre a qualidade do que produzem.

 

No entanto, o setor de serviços também deve observar boas práticas, em conformidade com com as determinações das autoridades competentes —neste caso, a Anvisa — e manter organizados registros, autorizações e documentações de suporte ao funcionamento de cada empresa. Se preciso, com pessoal especializado no assunto.

 

A quarta edição do Relatório de Denúncias em Serviços de Interesse para a Saúde está disponível na íntegra na internet.