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Institucional

Um novo olhar para a informação

terça-feira, 6 de outubro de 2020



Você sabia que o conhecimento humano em 1900 dobrava a cada 100 anos, em 1945 a

cada 25 anos, em 2014 a cada 12 meses e em 2020 dobrará a cada 12 horas? Nesse período, a pesquisa por uma tecnologia que pudesse capturar, organizar, guardar e recuperar a informação foi um dos maiores investimentos, resultando no desenvolvimento dos computadores e dando origem às grandes organizações que fornecem produtos e serviços ligados a tecnologia da informação.

É interessante notar como hoje sofremos não pela falta, mas pelo excesso de informações. Os ritmos são acelerados e a nossa paciência está cada vez mais reduzida. O nosso tempo está cada vez mais precioso, ainda que tenhamos grande dificuldade em escolher o que fazer, quando temos tempo de sobra.  Aliás, este é um dos paradoxos desse nosso tempo! Precisamos nos ocupar, não sabemos ou não aprendemos a lidar com ‘o tempo livre’. Para muitos, ficar com disponibilidade de tempo é um sofrimento, pois necessitam estar ocupados.

Esse modo de viver, cada vez mais dependente da tecnologia, produziu uma nova patologia psicológica chamada de Síndrome de FOMO, que se caracteriza pelo medo de ficar fora do mundo tecnológico, ou de não se desenvolver no mesmo ritmo que a tecnologia.

Vamos trazer essa condição de imediatismo e impaciência para o ambiente profissional, que se aplica muito bem para as relações com os clientes, que estão a exigir ações e respostas cada vez mais imediatas, e isto requer um elevado conhecimento de suas necessidades e expectativas.

A verdade é que as empresas precisam rapidamente se adaptar para atuarem de forma constante e confiável no coletar, analisar e aplicar permanentemente os dados e as informações relevantes sobre eles (big data dos clientes em ação) e, com isso, construir conteúdos significativos para assegurar a capacidade diferenciada de suas respostas, em termos da entrega de produtos ou serviços que evitem ou atrasem a entrada da concorrência. O aprendizado no uso desses dados e ferramentas relacionadas ao seu tratamento e gestão será, no futuro próximo, o maior diferencial competitivo das empresas para a obtenção de sucesso.

A força dos velhos paradigmas ainda é forte e interfere no processo de adaptação proativa das empresas. Infelizmente, uma boa parte das empresas ainda continua com os seus velhos processos de lidar com os dados e informações. Boa ou a maior parte delas ainda nem organizou seus arquivos físicos.  Os documentos em papel ainda resistem como o principal meio de informação.

A grande transformação requerida começa, portanto, pelos arquivos físicos. É preciso coletar e reunir todas a informações existentes nesses arquivos para organizá-las, estruturá-las de acordo com os novos processos de apoio às decisões, para só então transformá-las em arquivos digitais. Há uma tendência nas empresas em direcionar o foco para o mundo eletrônico e digital, cada vez mais dominante, e frequentemente esquecem de olhar para o legado dos arquivos físicos. O tratamento adequado a esse tipo de arquivo, além de atender a exigências legais, servir como fonte de informação e preservar a memória, possibilitam a realização de um descarte seguro de documentos que não tem mais utilidade, promovendo comumente um ganho de espaço físico e maior facilidade de acesso à informação.

Convém lembrar que a tecnologia sempre foi e continuará sendo um meio que facilita e melhora o processo de geração de produtos e serviços. A sua rápida evolução e acessibilidade indicam que não há mais desculpas para não as utilizar.

A enorme quantidade de informação gerada atualmente exigirá um monitoramento permanente do mercado. A volatilidade e a impermanência obrigam a um discernimento rigoroso sobre o que deverá ser capturado, guardado e processado dessas informações.

Nestes próximos anos, vamos experimentar a quebra de um grande paradigma organizacional – o pensamento estratégico será primeiro orientado pelo mundo digital e só depois será considerada a sua transposição para o mundo físico.

Finalizando estas considerações, queremos enfatizar que todo processo de mudança numa organização começa por uma maneira muito simples de se permitir ver a realidade de uma forma diferente. Tal comportamento decorre de um processo interno de ‘mudar as velhas lentes’, isto é, de mudar as velhas crenças e valores que as conduziram até aqui. Um novo olhar implica em construir uma visão de futuro diferente, com um propósito capaz de mostrar os novos caminhos a seguir e orientar as novas ações a serem empreendidas.

Toda esta jornada inicia-se pelo primeiro passo: despertar para as novas informações. 

Ficou interessado? Quer saber um pouco mais? Solicite o texto completo por e-mail: redata@redata.com.br.

Sobre o autor:

Antonio Zuvela, atualmente dirige o Instituto Vida e Carreira e conduz palestras e seminários sobre temas estratégicos e comportamentais e processos de Coaching Biográfico. Foi sócio-diretor da UniConsultores e DNConsult, onde desenvolveu projetos em Educação Corporativa, Clarificação de Valores e Estratégias, Assessment de Competências e Potencial, Processos de Coaching e Orientação Individualizada de Executivos.

Sobre os colaboradores:

Chrystianne Ayala, jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Experiência em comunicação corporativa, organização de documentos e assessoria nas áreas administrativa, financeira e comercial. Assessoria em projetos de gestão documental.

Mariza Cardoso, bibliotecária e publicitária formada pela ECA-USP, é sócia-fundadora da Redata Organização da Informação. Tem mais de três décadas de experiência com planejamento, implantação e gestão de acervos corporativos.


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