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Você sabia que a Anvisa também está de olho em produtos no varejo?

quarta-feira, 8 de março de 2017

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (7) uma resolução que proíbe a partir de 2019 a comercialização de termômetros e aparelhos de medir pressão que utilizam mercúrio.

 

De acordo com a Anvisa, a proposta de vetar o uso desses equipamentos no país faz parte de um compromisso do Brasil de banir produtos com mercúrio até o ano de 2020.

 

Os aparelhos têm coluna transparente, contendo mercúrio no interior, com a finalidade de aferir valores de temperatura corporal (no caso do termômetro) e pressão arterial (no caso do esfigmomanômetro).

 

Em junho do ano passado, a agência havia aberto consulta pública sobre o tema e destacado o compromisso firmado com a Convenção de Minamata, onde 140 países, incluído o Brasil, se comprometeram com o controle do uso e redução de emissões e liberações do mercúrio na natureza.

 

A cidade de Minamata, no Japão, foi palco na década de 1950 de um desastre causado pelo lançamento de dejetos industriais contendo mercúrio em suas águas, matando envenenadas mais de 700 pessoas.

 

A Anvisa lembra que no mercado brasileiro já estão disponíveis termômetros e medidores de pressão digitais, alternativos aos com a coluna de mercúrio.

 

Segundo reportagem da Agência Brasil, há redes de drogarias que já não comercializam mais os equipamentos com mercúrio, assim como existem farmácias que vendem produtos de ambos os tipos (digitais e com mercúrio). Nesse segundo caso, o preço do digital pode chegar ao dobro do termômetro de mercúrio, que além de mais barato tem durabilidade maior.

 

Ainda assim, dado o compromisso internacional com a saúde pública, tanto as grandes redes do varejo farmacêutico quanto as pequenas drogarias precisam estar atualizadas quanto a essas resoluções para garantir que não terão problemas com a fiscalização mais adiante.

 

Nos quase dois anos de prazo até a norma entrar em vigor, o estoque de itens com mercúrio deve ser aos poucos substituído ou devidamente descartado, tudo de forma monitorada e registrada para prestar contas ao órgão regulador.

 

(Foto: Menchi / Creative Commons)

 


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